Mostrar mensagens com a etiqueta Leça. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leça. Mostrar todas as mensagens

sábado, agosto 31, 2013

Zé Nando

Ele é abnegado, raçudo, sem especial talento mas com a humildade típica do lateral solidário que apenas deseja o bem da equipa e o cheque no final do mês para pagar as tainadas de domingo com família e amigos.
gamado de gloriaspenafiel.blogspot.com
Ele joga à sueca, ele anda de chinelo de desporto com meia branca no balneário. Ele manteve o mesmo estilo capilar durante década e meia só porque sim. Ele é uma chapada no establishment e no mainstream, porque ele não sabe o que são o establishment e o mainstream. Ele não quer saber o que são o establishment e o mainstream. Ele quer bem aos seus, é amigo do seu amigo. Ele vai de Famel para os treinos, porque a Famel funciona. Se era boa para o Pai nos anos 70, também e boa para ele. Ele e o gajo porreiro de que toda a gente gosta porque não bebe cenas de maricas quando vai sair a noite ao café da aldeia. Ele bebe cerveja, tinto e bagaço  Ele partilha um bom chouriço assado com os portugueses do plantel e a bela da feijoada com os brasileiros. Ele gosta de toda a gente e toda a gente gosta dele. Ele é o Zé Nando.
Ele é o standard, mas nunca Liège porque isso fica muito longe. Penafiel é casa, Paços é perto, Leça, Guimarães e Barcelos não ficam longe. Chipre foi erro. Casa é tudo. Naprons na mesa de jantar e cenas de renda branca com bibelots em cima da TV da sala. 
Em campo, cruza sem grande critério  Na estrada, atravessa cruzamentos sem olhar para os semáforos  Sinais de trânsito são para maricas e estrangeiros. Ele rouba a TV Cabo ao vizinho porque fica mais barato. Ele não gosta do governo, os políticos são uns todos gatunos, mas vota sempre no PS e no PSD. Os gajos dão canetas porreiras e calendários jeitosos durante as campanhas eleitorais, e as t-shirts dão para vergar mola no campo ou ir rachar lenha aos fins-de-semana, quando não há jogo.
gamado de cadernetasecromos.blogspot.com
Ele é futebol. Ele e Domingo as três da tarde. Ele gosta dos programas de verão da RTP porque são bem dispostos. Não gosta do sotaque do Toy, mas tem a discografia toda dos Diapasão porque lhe tocam o coração  Em cassete e CD, porque MP3 são para maricas. Ele não gosta de maricas. Ele e a personagem default que aparece quando queres iniciar um FIFA ou PES em player mode. Ele cheira a futebol. A relva, suor e equipamentos lacatoni mal lavados. Ele gosta de cães rafeiros porque são bons companheiros e não gosta de chineses porque vão para Portugal roubar postos de trabalho. Ele foi um pioneiro a lidar com a crise e com o desemprego, mas mandou-os à merda. Porque ele queria jogar futebol.
Ele é prático, sabe mexer em ferramentas mas mete-lhe asco ter que lavar a louça  Lavar a louça é para mulheres e crianças  Ele põe cenas no cabelo para ficar mas solto e ondulado, mas está a cagar-se para o resultado final. Ele quer é jogar à bola.
O nome dele é Zé Nando, e ele é futebol.

sábado, março 16, 2013

Estilo ao Alcance de Todos


As exportações estão na moda e a moda está nas exportações. Por todo o lado, a moda desportiva vintage portuguesa espalha charme, glamour e bom gosto. Atente-se no orgulho com que o laureado Brad Pitt enverga as malhas do Desportivo das Aves mid-90’s, com o vigoroso patrocínio Autoni. Pitt mostra que é possível exibir um grande estilo mesmo com as roupas normalmente associadas ao Prof. Neca.  Angelina sorri, confiante.


George Clooney é outra vedeta de Hollywood que não resiste ao encanto das vestimentas lusas. Nem mesmo ao sair das gravações do seu spot publicitário para a Nespresso se coíbe de mostrar ao mundo a sua predilecção pelo portuguesíssimo Café Delta e, consequentemente, pelo torrefacto equipamento do Campomaiorense, marca Tepa, um modelo muito contemporâneo. É provável que tamanho desaforo à Nespresso não caia bem junto dos mesmos, mas Pedro Morcela já se disponibilizou para prestar todo o apoio necessário a George Clooney caso haja algum stress.


No mundo da música, as estrelas tecem loas à qualidade da estamparia portuguesa, do techno à world music. Até os inoxidáveis Metallica desse maluco que é o James Hetfield sucumbiram perante o arrojo do equipamento Adidas do Estoril 1997-98, principalmente pelo fogoso patrocínio do Big Show Sic, que tantas e tão inesquecíveis tardes de divertimento popular e zoófilo nos proporcionou. A combinação de cores e temas pode parecer estranha. E, na realidade, é mesmo estranha.


Rodando a agulha para o lado da política, é com algum espanto que notamos que até nas latitudes mais improváveis se notam os efeitos do tsunami estilístico da antiga II Divisão de Honra. Soube-se agora, através de uma fuga informação privilegiada, que Kim Yong-il, esse caricatural líder coreano, apenas se permitia a quebrar o seu rígido protocolo de vestuário com as sóbrias camisolas patrocinadas pela Reflux do Penafiel 1995. Vermelho, com algumas pinceladas de negro e amarelo, cores bem socialistas. Ai de quem não sorrisse.


Quando Christine Lagarde, a habitualmente sóbria directora do temido FMI, precisa de dar mais cor ao seu discurso opta por trajar o jersey do União da Madeira 1994, patrocínio Prégaia. Não é uma escolha qualquer – como uma líder multi-regional, Lagarde percebe que a harmonia entre os vários povos é bem-vinda e, como tal, é perfeitamente lógico que se vista com o emblema dos anos 90 que mais se celebrizou pela coexistência relativamente pacífica de várias nacionalidades. Lagarde, aliás, até passa por sósia do Lepi actual.


Até Barack Obama, que dispensa apresentações, aprecia sentir o conforto da camisola esquisita do Boavista do início dos anos 90 nos seus momentos de lazer. O desporto pode ser outro, mas o impacto do patrocínio Vila Flor no axadrezado que foi um dia de Nogueira, um plácido Cristo no Bessa, é transversal a todos os desportos, credos, raças e culturas, para além de reforçar a imagem de proximidade do presidente com o povo. E Michelle Obama tem uma camisola com o patrocínio Teresinha, que usa para jogar às (primeiras-)damas.

No frio siberiano, Vladimir Putin caminha sem medo. Desafiante, implacável e sem pingo de sangue a correr-lhe nas veias, o touro russo exala uma aura de invencibilidade. Muito desse prestígio deve-se ao saudável equipamento do Alverca da sua belle-époque primodivisionária. A preferência de Putin pelo Alverca remonta aos tempos em que o seu compatriota Faizulin conduziu uma memorável missão de espionagem futebolística no Ribatejo – o joelho original de Mantorras está algures perdido no Kremlin, diz-se à boca cheia.
O traje também pode indiciar o estado de uma relação. Aqui vemos os famosos Robert Pattinson e Kristen Stewart, na sua fase aparentemente platónica. Por enquanto, era só sorrisos e  vaidade. Ele, com um modelo Paços de Ferreira – Moliday, de fabricante obscuro; ela, com as cores do seu inimigo figadal, o Freamunde – Capital do Móvel, marca Joma. Era um equilíbrio instável entre vampiros que só podia dar sangue. Como efectivamente deu.


Os proxenetas também não ficaram indiferentes à moda desportiva portuguesa. E em época de crise no consumo, incluindo o sexual, há que ser inovador. Agora, já é habitual encontrarmos meninas pelas bermas das estradas ostentando o equipamento do Moreirense com o patrocínio De Borla. Marketing agressivo? Publicidade enganosa? Fica ao seu critério... Mas nada melhor do que experimentar antes de formar a sua opinião.


Exemplo extremo do interesse pelo imaginário futebolístico do final de século é o demonstrado pelos detentores dos direitos do Superhomem. Eles adquiriram os direitos de imagem da mítica camisola vestida por Botende ao próprio guardião e a partir de agora o Superhomem terá dois fatos oficiais: o do costume e o de Botende. A alteração do catálogo provou-se um sucesso. Botende encheu-se de guita e o Superhomem ficou um pouco mais imune à kriptonite, devido às estranhas propriedades da camisola Saillev.


Para finalizar, uma despedida. O ex-papa Bento XVI não quis dizer adeus sem revelar a sua profunda gratidão a missionários tão benquistos no Vaticano, como Serifo, Constantino ou Cao, que, sob o manto Leça – Imoloc, faziam com que adversários, árbitros e público em geral rezassem pela sua sorte. O papa demissionário não podia deixar de reconhecer a força de espírito que aquele equipamento lhe deu nas horas mais difíceis, quando a fé parecia vacilar: a fé vacilava e, pumba!, lá vinha uma aparição de um Alfaia em cima de um Tozé a ceifar a fé por trás, reanimando-a. De uma forma brutal, é certo, mas aquilo de facto espevitava-a para a vida. É assim, ínvios são os caminhos religiosos. Uma vez prestada a homenagem, o seu coração pôde entrar mais aliviado no mosteiro, com a camisola Leça - Imoloc a voar por entre os fumos da Praça de São Pedro.

sexta-feira, outubro 16, 2009

É Petrogal, Ninguém Leva a Mal

Era uma vez uma jovial agremiação de Leça da Palmeira, solarenga, alegre e com futebol para encher a nação inteira. Lá dançavam futebolistas aos pontapés, vitórias brotavam pelo País de lés-a-lés.
Havia Róscar, Chico Nelo e Nando; havia galhardia e até um Armando. Tempos felizes, tempos de fartura; caçava-se perdizes e degustava-se a gordura.












Róscar, o despenteado porém sonhador petiz, desenhava uma promissora carreira a giz. Quem chegou o apagador ao quadro e rasurou esse futuro, não seria com certeza um fã de kuduro.
Seria possivelmente um adepto da chanson pimba, tal como Chico Nelo. O irrequieto vagabundo de capilar monumento canalizava energias de Nel Monteiro, o popular portento.
Chico partilhava a meia-lua com o virtuoso Nando, a proverbial voz de comando. O semi-calvo fantasista de cariz ofensivo servia o couro aos avançados, qual garçon ofertando um aperitivo. Quem não se lembra desta criativa mente de pornográfica chuteira fluorescente?












Mas também de Serifos se fazem as conquistas. Avançado acutilante, esculpido em carvão e transformado em diamante. Monarca leceiro, Weah da Petrogal, ídolo dos adeptos pese embora o golo não ser ocorrência normal. Tão grande era a sua popularidade, que o Windows dedicou uma font à sua genialidade. MS Sans Serif? Homessa! "sans" o "Serif" ninguém se recorda do Leça!
Outro artista com nome de Rei: Jordão era um imberbe reguila, mas já impunha a sua Lei. Sem pistola no coldre ou chapéu de cowboy, a cerebral promessa era adepta do não mata, mas mói.
Sobra-nos o nome de Jarrais. Sempre sorridente, de pêlo sedoso e sobrancelhas bestiais.












E já que falamos em bestiais, recordemos o senhor de bigode que aconchegava o banco de Vladan em dias pares, ímpares, tardes incomuns e noites normais. Bestial era o seu nome do meio, bestificante a sua elasticidade, e felina era esta nossa besta incapaz de abocanhar a titularidade.
A palavra bigode, substantivo de inusitada importância, teria sempre que vir acompanhada deste elemento de superlativa militância: Matias, o valoroso central - betão armado no cerne da defesa, arranha-céus de pilosidade supralabial.
Utensílío de lavoura, ou membro da resistência timorense? Grite-se Alfaia, qual Xanana reclamando a independência. A talhe de foice, houve timorenses falsos de Vera Cruz mascarados; lembro-me de Esquerdinha e Ronny, laterais malfadados. Mas conterrâneos de Gusmão só houve um, com nome de tambor de Maracatú e duro como uma cana de bambú.












Para finalizar o passeio, revejamos apenas as luvas de aço na esfíngica figura do gigante vivaço.
Vladan, o colosso sérvio de irascível temperamento, temível aranhiço que rechaça bolas a contento. Um homem duro, de granítica expressão, que não admitia miminhos ou festas, mesmo vindas de um campeão.
É verdade, um campeão europeu que habitava em Leça e não se chamava Amadeu. Seu nome era Festas, coberto de glória em 1987, galhardo central no relvado e com soltura na retrete. Experiente, mandão e de franjinha impecável, perante os avançados já não era nada amável.
Para oferendas aos cientistas do golo tínhamos o Isaías, uma versão sem bigode do Matias. Um simpático central de aspecto relaxado, e um respeitável penteado amiúde bem cuidado.

Assim abandonamos Leça da Palmeira, despedimo-nos dos hombres da IMOLOC e da Divisão Primeira. Aguardamos o regresso algures pela Exponor, com Vinha, sem Vinha, mas sempre com muito amor.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Rei, mas não Mago

José Gaspar nasceu em Santo Tirso, terra de tradições eclesiásticas. Desde cedo lhe foi comunicada a missão em torno da qual iria pautar a sua vida: ir a Belém ter com o Menino Jesus.

- "Mas cuidado, Gaspinho" - diziam - "pois não serás guiado por uma estrela, mas sim por um redondo e circular esférico!"

Porém, o nosso imberbe Gaspar, então desfrutando da sua meninice, parecia mais preocupado com a sua evolução capilar, ou pela falta dela.

- "Mamã, quando é que vou ter idade para deixar crescer uma mosquinha?"
, perguntava.
- "Segue o redondo esférico, Gaspinho. Aí encontrarás as tuas respostas!"

Desta forma, o nosso José - arguto e sagaz, como mais tarde viríamos a saber- decidiu tornar-se em jogador profissional de curling.

Após três anos à procura de uma equipa à qual se pudesse juntar e mais dois a praticar o referido desporto, o seu companheiro nos Saskatchewan Grizzlies, Sillanpää Kivi, informou-o que as pedras com que jogava não eram esféricas. Eram achatadas demais. Gaspar autoflagelou-se brutalmente por não ter verificado o significado da palavra "esférico" antes de decidir fazer dela a sua razão de viver. Azar. Ainda por cima agora que tinha finalmente deixado de ser o gajo da vassoura para amealhar a glória inerente a quem lança a pedrinha.

Logo, o nosso arguto Gaspar - já com idade para sacar uma mosquinha - decidiu mostrar ao mundo que sabia perfeitamente o que era um esférico redondo, e aventurou-se no maravilhoso mundo da bola.
Como primeiro veículo para o transportar na longa viagem até Belém, Gaspar escolheu um clube promissor, contudo ainda longe dos grandes palcos: o CD Trofense.

José demonstrou uma grande capacidade visionária. Todavia, como a equipa da Trofa ainda estava a 15 anos de distância das luzes da ribalta, cedo decidiu em dar o salto para um clube mais religioso: o pio Tirsense da sua terra natal. Lá pensou estar mais perto de concluir a conventual missão que o conduzia pela vida fora.
Mas por muito Nito, Siasia ou Goran que houvesse, Jesus não havia, e Belém nem a via.

Setúbal foi a nova paragem.
- "Sempre estou mais perto de Belém...e se é verdade que não há Jesus, há o bigode do Matias e também o Ayew, que pode fazer de Belchior se necessário for", pensou.

Porém, ainda nem o sadino lugar estava quentinho, e eis que chegou a oportunidade futebolística pela qual todos os jogadores anseiam: o chamamento de um "grande".
Os seus companheiros berravam: "aceita, Zé!", porém o nosso longilíneo amigo não via interesse:

- "É bom para a prática deste desporto a que vocês chamam futebol, mas a mim o que me interessa é cumprir a minha missão: Ir a Belém levar incenso a Jesus."
- "Mas se não fores para o Porto, nunca terás dinheiro para comprar incenso, ó bronco.", retorquiu educadamente o buliçoso Tó Sá.
- "Bem visto."

Por vezes é preciso dar um passo atrás, para dar dois à frente, terá dito Gaspar.
Na invicta abandonou a mosquinha que o acompanhara durante toda a sua carreira, decidindo-se pelo look Abdel-Ghany light, numa tentativa de impôr respeito num balneário repleto de monstros sagrados da posição de defesa-central, como Alejandro Diaz, Lula e J.M. Pinto. Esta compilação de atletas poderia compôr a quadra de centrais de um qualquer Ac. Viseu da vida, porém tratava-se do Tetra-Campeão português.
Felizmente que António Oliveira contava com laterais do calibre de Carlos S. e Buturovic, senão as coisas poderiam ter dado para o torto, mas se algo falhasse havia uma equipa de futsal para manter as redes invioláveis: o kralhista Rui Correia, Eriksson, o jaimador de cerquelhas Taborda, o mítico Costinha e o centenário jovem Hilário. Estávamos em pleno reinado do maior fantasma do futebol nacional, portanto.

Desta forma, os azuis juntaram mais uma dobradinha ao seu palmarés, com Gaspar como figura central do presépio do triunfo. Contudo, apesar de ter tomado um quentinho duche banhado a êxito e cheirinho a enlevo, o nosso sagaz amigo ainda não estava satisfeito. Já tinha o incenso, mas não tinha Jesus. Muito menos Belém.

Mesmo ao lado das Antas, em Leça da Palmeira, não havia Jesus, nem Deus ou Santos que o salvassem, mas existiam pecadores q.b. "Talvez através de uma viagem ao purgatório possa limpar a minha alma de modo a que me deixem aceder aos dourados portões de Belém", concluiu.

Assim sendo, nada melhor que disputar uma época na II Liga sob as ordens de Luís Campos, uma espécie de Armagedão futebolístico embutido num corpo diminuto e de cabeça calva.
Partilhando o verde rectângulo com artistas do calibre de Zé da Rocha, Loinaz, Putnik, Zé Nando, Srdam Slagalo e Dieb, Gaspar concluiu o seu calvário com a coragem e a rectidão dos grandes homens.

"Agora sim, já comi o pão que o Vladan amassou. Estou pronto para levar a cabo a minha missão."

Porém, Jesus não estava a ouvir e Deus estava ocupado a moldar o seu pupilo José Mourinho. Alverca, Paços e Barcelos foram os destinos seguintes deste andarilho do cautchú, sempre descalço de trouxa ao ombro, caminhando ao pôr do sol pelos trilhos do comboio, qual Tom Sawyer com gigantismo ou Lucky Luke sem cavalo.

No entanto, o ano de 2004 sorriu para José, tal qual um Mílton Mendes versão calendário.
Uma chamada telefónica numa língua estranha prometeu-lhe mundos e fundos na paradisíaca localidade de Ajaccio, local de nascimento de Napoleão Bonaparte. Por esta altura Gaspar já estava por tudo. Triste, desiludido e desencantado com a vida, já pusera a sua missão de parte para se concentrar apenas na carreira como pontapeador de esférico.
Amargo, José vingou-se no cabelo. Nenhum vaso capilar resistiu à sua fúria.
Corta, pinta, frisa, desfrisa, bota madeixa, saca madeixa, deixa crescer, volta a desbastar.

Os amigos, preocupados, perguntavam-lhe se estava tudo bem com ele, visto que a sua costumeira bonomia parecia esfarelar com o tempo, como uma boroa de duas semanas no bolso do fato de treino do Jamir. Ajaccio não foi o paraíso esperado, sendo que se tornou em apenas mais um apeadeiro deprimente do comboio das desilusões com destino a parte incerta.

Mas eis que do nada, o redondo esférico mudou radicalmente de rota e seguiu em direcção a casa. A Belém.
As nuvens negras abriram e deram lugar a um sol resplandecente. O orvalho matinal cobria o planeta Gaspar como um manto de prata, pronto a vestir as monárquicas costas do seu Rei-não-Mago (porque mago só há um: Dibo).

Gaspar chegava a Belém.
Feliz como uma criança, José correu (sim, a pé) desde Ajaccio até Lisboa com um Mílton Mendes nos lábios e o vento a soprar cálida mas gentilmente na sua farta cabeleira.
Após três semanas a palmilhar as costas francesas, espanholas e portuguesas, munido apenas com o seu walkman a bombar Divinus e um robe de sarrapilheira, Belém à vista. Finalmente.

- "Oh gentis senhores, podeis dizer-me onde encontrarei Jesus?", perguntou a um funcionário do Restelo. Velho, como convém.
- "A gente temos um coveiro neste momento agora, jovem barbudo. Mas diz que pró ano vem aí Jesus para salvar a gente, ó guedelhudo rapazola."

Sabendo como ninguém que a paciência é a melhor virtude que um andarilho pode exalar neste longo caminho da vida, José Gaspar fez a barba, meteu o incenso no cacifo do balneário e rezou sete Avé Marias, três Pai Nossos e nove Jaculatórias para que o Ahamada não o surripiasse.
- "Uma época passa rápido. Mesmo com José Coveiro ao leme da nau", suspirou.

Confirma-se. Um ano após a sua chegada ao Restelo, o Rei-não-Mago (porque mago só há um: Dibo) Gaspar reunia-se com Jesus em Belém e entregava-lhe o incenso. Jesus - o Jorge - jurava a pés juntos que nunca se iria deitar nas palhinhas, mas Gaspar insistia. Que só lho poderia entregar dessa forma. Jesus recusava, como brioso Homem que sempre foi. Os ânimos aqueciam. Fábio Januário ainda tentou intervir, mas foi tarde demais. José Gaspar arremessou o incenso à experiente testa de Jesus.

- "Está entregue.", afirmou o Rei-não-Mago (porque Mago só há um: Dibo)

A missão cumprida valeu-lhe a paz interior e um ríspido bilhete de regresso ao Norte lusitano, para alinhar no ex-clube de Dibo (o mago, não sei se ja frisei isso), o Rio Ave.
Clube esse que o acolheu como um dos seus, e o exortou a manifestar a sua recém adquirida paz interior com mudanças radicais de putrefacção capilar.

José adoptou um sorriso rasgado, um penteado à Ronny van Es, e uma eclesiástica barba a fazer lembrar tempos idos de uma missão por cumprir.

Disfruta, José. As portas do céu estão escancaradas.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Tetra-Post, Vol. 1: VLADAN Stoijkovic

Vladan. A Vida. A Obra. O pisa-papéis. O Cromo,

by Rodrigues

"22 Janeiro 1971 – Vladan Stojkovic nasce na ex-Jugoslávia, filho de uma ex-costureira e de um ex-hermafrodita. O pai fá-lo imediatamente sócio da CUF.

Primavera de 1974 – Enquanto brinca com uma lata de pêssegos em calda, o pequeno Vladan ouve os relatos apaixonantes da Revolução dos Cravos através de um aparelho de rádio clandestino. Imagina logo em afirmar-se naquele apaixonante país que era o Paraguai.

Verão de 1974 – Vladan descobre que o país em causa afinal era Portugal, mas nem mesmo assim o seu sonho esmorece.

Outono de 1976 – Os pais de Vladan suspeitam, alarmados, que o seu filho pode ter três testículos.

Inverno de 1976 – Após vários exames, conclui-se que Vladan afinal tem apenas um testículo e dois chumbinhos dentro do seu escroto. Os pais de Vladan ficam arrasados.

Primavera de 1976 – Vladan e a sua família ficam aliviados quando sabem que estavam a ser apanhados para um programa de televisão e que afinal está tudo bem com a genitália do pequeno Vladan, excepto na parte dos dois chumbinhos.

Verão de 1977 – Vladan rasga o cartão de sócio da CUF e exige ver um treino do Riopele. O pai diz-lhe para ter juízo.

Verão de 1978 – Vladan começa a adquirir as entradas no cabelo que iriam constituir uma das suas fortes imagens de marca.

1979 – Primeiro jogo de futebol de Vladan, vivido com grande entusiasmo. Resultado: vitória por 5-0. Vladan não joga, mas dá a bola do jogo e os seus amigos não lhe batem muito. Logo aqui começa a pensar em fazer coisas grandes no futebol.










1980 – 1981 – Vladan começa a ficar muito impaciente por não poder ir a Portugal apoiar o seu Penafiel de Oliveira e torna-se extremamente violento.

Inverno de 1982 – No Natal, deixa inadvertidamente escapar por baixo das pernas o peru que seria a refeição. O peru foge pelas cercanias de Belgrado e nunca mais é avistado. De castigo, não ganha o cubo Rubik que tanto almejava...

28 Julho 1983 – No dia do agricultor, nasce o mano de Vladan, Vladimir Stojkovic. O nascimento enche a família de orgulho. Vladan não perde tempo a anunciá-lo como “o melhor irmão do mundo” e Vladimir baba-se de vaidade.

1984 a 1992 – Um imenso vazio existencial apodera-se de Vladan, que não arranja motivação para viver. Pensa várias vezes no suicídio, mas finalmente opta por comprar um bilhete só de ida para Portugal, o seu sonho de infância.

1993 – Aterra em Portugal e deixa-se levar pelo encanto da Ovarense. Por ser o único a chegar à barra, vai para a baliza.

1994 – O departamento médico da Ovarense desconfia dos chumbinhos no seu escroto e Vladan parte a loiça. Ruma de olhos humedecidos para Leça da Palmeira.

Verão de 1994 – Vladan sente-se encantado com a hospitalidade leceira. Ao fim de pouco tempo, já domina a língua portuguesa e consegue dizer coisas como: o imperativo do verbo “subir”, “excremento”, indicar a direcção do órgão reprodutivo masculino e identificar a descendência de uma meretriz (não exactamente por estes termos).

1995-1996 – Vladan, pujante na sua rígida envergadura, granjeia um apoio impressionante dentro do balneário. O facto de Vladan nunca se coibir de ameaçar os seus colegas com uma toalha ensopada durante os banhos parece contribuir decisivamente para este desiderato.

1997 – Vladan cimenta o seu prestígio nas hostes leceiras e promove as “Conferências da Palmeira”, onde reúne grandes individualidades do saber e da arte leceiras, como Cao, Zé da Rocha, Constantino, Cristóvão e até mesmo Rodolfo Reis. Serifo acha que “eles têm a mania” e prefere apanhar o autocarro de volta para o Castelo do Queijo, sendo a grande ausência das famosas Conferências.

1998 – Pela sua pompa e dimensão cultural, as “Conferências da Palmeira” são distinguidas com o Croquete de Prata 98, insigne galardão que premeia o evento mais oleoso do ano.

1999 – O seu irmão Vladimir exibe qualidades semelhantes entre os postes. Vladan diz-lhe para ter cuidado com as bolas chutadas para longe. Vladimir ignora o conselho e prefere pedir informações sobre os pontos fracos do roupeiro Paulinho. Vladan revela que Vladimir, aos 16 anos, tem “os maiores pés do mundo”. Vladimir abraça-se ao irmão aos beijos.










2000 – Vladan diz adeus a Leça. Após anos de dedicação e esforço, Vladan finalmente pendura as luvas e pendura também a cabeça de Fran na bandeirola de canto, valendo a pronta intervenção de Alfaia para sanar o que poderia ter sido o fim inglório do pobre Fran.

2001 – Vladan começa a ensinar tácticas de guerrilha ao seu mano Vladimir, a quem apelida de “maior revolucionário do mundo”. Vladimir agradece e começa a apertar o pescoço dos bonecos de peluche do Pedro Barbosa que tinha espalhados lá por casa.

22 Janeiro 2006 – Cavaco Silva é eleito Presidente da República Portuguesa e, não esquecendo o 35º aniversário de Vladan, presta-lhe uma homenagem pública de reconhecimento pelos serviços prestados à Pátria, dedicando-lhe a vitória. Vladan fica satisfeito por poder comer uns rissóis de camarão à pala."

-------------

Uma Ode disfarçada da questão que preenche as inefáveis mentes de quem tenta compreender a ligação espacio-temporal da relação Cosmos/Vladan,

by Fitzx


"A vida imita o Vladan, ou Vladan imita a vida?

Na realidade só a sua abrangente testa importa,

Sendo ela menos curta que comprida.


Redes virgens de branco tingidas,

guardadas pelo par de mãos queridas

de um pálido gigante de boné

que também sai a jogar com o pé.


Golias de Lovnica,

Portador de alegrias

Vieste do Sporting de Subotica

À boleia das tuas tias


De Ovar boas recordações,

Fugas, desaparecimentos,

Equipamentos hediondos,

Mas portentosas exibições.


Mestre do impossível,

Condutor de marionetas,

Elástico na tua destreza

Decisões? Sempre correctas.










És novo em Leça da Palmeira,

Dás nas vistas pela tua grandeza,

Julgas-te o maior da tua terra,

Mas foste o único que não sacou a Teresa.


New Kid On The Block,

Vladan Stoijkovic,

É lixado rimar com “block”,

Ainda bem que existe o Jovanovic.


Dás cartas entre os postes,

Qual dealer num casino

Ciclópico na tua magnitude,

Ser ídolo é destino.


Leça não é só praia,

Nem Exponor ou Petrogal

Não é Alfaia ou Chico Nelo

É somente Vladan, o providencial.


Em terra de cromos,

Cromo terás de ser.

Não dispas essa calcinha de fato-de-treino

Já vimos tudo o que tínhamos a ver.


Construíste o teu legado

Com pulso de ferro e testa a pender para o ciclópico

Provaste ao Mundo e Arredores,

Que ganhar jogos com Zé da Rocha não era utópico.


Na verdade, levaste-nos a repensar

Todo o conceito de beleza,

Pois ver-te planar na atmosfera

Polvilhava os nossos olhos com pureza


Se a Vida não fosse mais do que um conjunto

De momentos, energias e emoções

Seria um penalty por ti negado

Apenas um quebra-corações?


O golo inevitável

Transformado em defesa viável

Cozinheiro de refeições apimentadas

Distorce realidades com meia dúzia de palmadas.












Algodão–doce das balizas,

És melífluo, pegajoso e fazes-nos sonhar,

Hércules da atmosfera,

Oh poeta do ar.


Frangos? Quase nada.

Pelo menos assim gosto de recordar.

Quando vives sob a lei da espada,

Só te lembras daquilo que te queres lembrar.


Guardador de sonhos

guerreiro dos Balcãs,

carinhoso nos cruzamentos

livra-nos desses ignóbeis afãs.


De Leça sais pela porta do cavalo

Apesar de obra feita e hoje exaltada

És um Homero renegado,

Uma Madalena espancada.


Pela tua pena redigiste a Ilíada tua,

Uma Odissia pintada a tons de segurança.

Elasticidade, velocidade e reflexos apurados

Mãozinhas portadoras de bonança.


Agora, de barriga ao alto e luvas no armário,

Trocas a calça de treino pelo belo corsário.

Babysitter do tresloucado fratello

Titularidade à lei do martelo.


As tuas batalhas agora são novas

Frescas, fofinhas e nada penosas,

Teu adversário agora Bento Paulo é,

Força Vladan, põe-lhe os cabelos em pé."

----------------

Um aterrador depoimento de um jovem amedrontado, ESTÓRIA VERÍDICA,

by Pedro, o Simões.


"Um belo dia, após ter saído de mais um dia estóico na luta pela sobrevivência e crescimento do PIB Português, fui ao ginásio. Um ginásio onde o suor e o vapor se misturam com a humidade e o balneário fraquinho..


Decido então entrar na área das bicicletas e máquinas, onde os bíceps e triceps são trabalhados como o Matute fazia nos gloriosos domingos em que marcava golos em Chaves.E quem vejo montado numa bike, com o seu portentoso cabedal e estilo de presidiário Kosovar?










Esse mesmo, Vladan, a pedalar que nem um Hulk pelo relvado e com uma toalhinha ao ombro ao estilo "sou o maior galã da zona de Leça". Noutro dia, voltei a espreitar essa mesma área e voilá! Vladan estava ainda a pedalar. De calções e manga caviada, o que é algo novo para mim, adepto de qualquer resumo de futebol, mesmo do Caranguejeira - Carrancudense.

Novo porque Vladan sempre usou a sua calça comprida de fato de treino e uma camisola de mangas compridas. Mas agora na sua vida de reformado há que pedalar na vida e passar a mostrar o cabedal.

Porém, o melhor estava para acontecer..o melhor ou o pior..

Um outro dia, estava eu a abrir a porta dos balneários masculinos, quando olho para trás e vejo novamente o Sr. sérvio. Então deixo-o passar à minha frente e ja a vislumbrar as suas musculadas costas pergunto:

"Vladan?..."

Ele dá um passo e nada. Eu questiono novamente:

"Vládân??"

Ele dá mais um passo, mas eu penso que "é agora ou nunca".

Do fundinho do pulmão pergunto:

"Vládââân?"

Aí estala a bomba e a calma sérvia transforma-se em ira dos balcãs:

Imaginem agora o Ricardo a falar irado com o Vitor Baía... Pois , é isso mas com voz de homem:

"Sim sô o Vládan! Purque mê estás a pérguntár se sô o Vladan? ... Vladan? Vladan? O quê esperávas que respondêsse?? Essa pergunta não tem sentido..Devias perguntar "Quem é o senhor"?..."Quem é o senhor?".











Fiquei atónito, um pouco trémulo, surpreendido... nao sabia se ia sair dali vivo!! Ele virou costas e eu fiquei parado, á espera que ele se afastasse dos 1,5m que nos separavam.

A partir deste dia cresci como homem, fiquei mais maduro e entendi que não se pode falar com sérvios, quando estão de calçõezinhos, toalhas ao ombro e cheiram a cavalo, depois de pedalarem como se não houvesse amanhã.

Obrigado Leça por teres mantido este Homem durante anos e anos e teres criado um mito vivo dos Guarda-Redes da I Divisão – versão calções em balneários de ginásio."

-------------------

Depoimentos avulsos, elogiosos e um pouco absurdos:


“O homem da minha vida… até conhecer a Betty.”
(José Castelo Branco)


“Uma vez estive quase a aterrar na testa do Vladan, mas depois lá dei com a pista de Pedras Rubras.”
(Ex-piloto da TAP, que preferiu manter o anonimato)


“Gostava das calças à kiraly e da dificuldade em defender bolas rasteiras.”
(carrasqueira)

“Grunf nham grunfs brunt nham buuuuuurp!”
(Armando Le Petit Teixeira)


“Prometo que as taxas de juro não subirão acima da altura do Vladan.”
(Jean-Claude Trichet)


“Us Vládane era maluko dus cabessa!”

(Serifo)

"Bladanobic? Num conheço."
(J.N. Pinto da Costa)













“Deus cria, Vladan sonha, o frango nasce.”

(Graffitti no balneário da Ovarense)

“AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!”
(Leandro Grimi)

“A cabeça do menino quase batia na trave!! As calças de fato de treino de tecido, mesmo à guardião de leste, a camisola de GR toda preta com "coisas" amarelas pelo meio, um fantástico cabelo desgrenhado, a cabeça quadrada do Putnik a gritar... Vladan, estarás sempre na nossa memória...”
(Ivo)

O digníssimo representante da classe operária do tapete verde, cuja designação estampada no B.I. dá pelo nome de Stoijkovic Vladan, teve um papel deveras significativo na destruição de cariz negativo da arte plástica do cautchú trabalhada pelos oponentes desta lúdica ocupação que espelha a vida.
(Manuel Machado)

“Se entrasse num autocarro e o único lugar disponível fosse ao lado do Vladan, seria capaz de sentar-se ao lado dele?”
(Pergunta da semana de Rui Santos)


"Ia abaixo. Aliás, já foi."

(Ana Malhoa)


“…”
(Pontus Farnerud)


“We’re bigger than Jesus, but Vladan will be greater than us.”
(John Lennon)


“Uma vez vi o Vladan nu e fiquei sem marcar golos durante dois meses.”
(Constantino)

“Vladan nao me interessa e passado”
(vidalpinheiro)


“Prometo um Vladan para cada criança da escola primária!”
(José Sócrates)

“How is education supposed to make me feel smarter? Besides, every time I learn something new, it pushes some old stuff out of my brain. Remember when I took that home winemaking course, and I forgot how to drive?”
(Homer Simpson)

“O forte de Vladan não eram as triangulações, nem as transições ofensivas em busca da basculação lateral, onde o nº6 assume o papel de pivot. O forte de Vladan, como é costume na escola de leste, (…) trabalho mental de Lobanowski (…) Menotti, amante do futebol espectáculo em detrimento do resultadismo pragmático de Billardo (…) colado à linha, onde ganha preponderância (…) o 4-1-2-1-2 não resulta quando os médio interiores (…) mas (…) Vladan (…) era (…) assim-assim.”
(Luís Freitas Lobo)

“Vladan é fixe.”
(Mário Soares)

“Selecção? O Quim podes mudar e pôr o Vladan (após naturalização)”
(simõesonov)

“Guterres! Gut…Vladan! Vlad…Gondomar! Gondomar!”
(Major Valentim)


“Ich bin ein Vladaner!”
(John F. Kennedy, em Berlim)

“Se estar gozar com minha irmão, mandar pontapé no bola para longe!”
(Vladimir Stojkovic)


“Vladan era o Big Laden do futebol português.”
(Octávio Machado)

“Não fui eu! Alguém biu eu fazer alguma coisa?!”
(Paulinho Santos)

“Só me ocorre dizer que tinha cara de quem saía directamente do Conde Ferreira para o palco verde e também ele insano do Estádio do Leça FC.”
(agentexuguinho)

“Vladan :-) ya bue d fx ganda cena :=P loooool kem s pode eskeçer”
(Cajó, 15 anos, via MSN)

-“Querer jogar.”

-“Mas, Simon, só lhe perguntámos qual era a impressão que tinha do Vladan…”

-“Estar mal do cabeça. Querer sair.”
(Simon Vukcevic)


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...